O Serviço Social é política pública, e o Assistente Social seu efetivador!

É uma profissão de caráter sócio-político, crítico e interventivo, que se utiliza de instrumental científico multidisciplinar das Ciências Humanas e Sociais para análise e intervenção nas diversas refrações da “questão social”, isto é, no conjunto de desigualdades que se originam do antagonismo entre a socialização da produção e a apropriação privada dos frutos do trabalho .Inserido nas mais diversas áreas (saúde, habitação, lazer, assistência, justiça, previdência, educação, etc) com papel de planejar, gerenciar, administrar, executar e assessorar políticas, programas e serviços sociais.



O Assistente Social efetiva sua intervenção nas relações entre os homens no cotidiano da vida social, por meio de uma ação global de cunho sócio-educativo ou socializadora e de prestação de serviços.Está capacitado, sob o ponto de vista teórico, político e técnico, a investigar, formular, gerir, executar, avaliar, e monitorar políticas sociais, programas e projetos nas áreas de saúde, educação, assistência e previdência social, empresas, habitação, etc. Realiza consultorias, assessorias, capacitação, treinamento e gerenciamento de recursos; favorece o acesso da população usuária aos direitos sociais; e trabalha em instituições públicas, privadas, em organizações não governamentais e junto aos movimentos populares.



quarta-feira, 20 de maio de 2009

II Jornada de Serviço Social - Políticas Públicas e Interdisciplinaridade

Josiane Gomes

Utilizando como referência de apresentação o Programa Saia Justa (canal GNT) – a II Jornada de Serviço Social, manteve a atenção e interação constante dos palestrantes e espectadores de todos os pólos, tendo como mediadoras as Professoras Maria Cristina Valenciano (Coordenadora do Curso de Serviço Social da FIC) e Patrícia Manzolli (Cientista Social).

Os temas abordados correspondem a nossa realidade atual, uma vez que a Coordenação busca formar profissionais altamente qualificados para atuarem na sociedade:
- Inclusão e Exclusão Social (dinâmica) ,
- Políticas Públicas ,
- Responsabilidade Social ,
- Conselho Municipal de Assistência Social ,
- Cuidados diurnos ao idoso/APAE ,
- Serviço Social na área da Saúde ,
- O Assistente Social como profissional de equipe interdisciplinar em ONGs ,
- O Assistente Social e as atividades na área da Educação ,
- Sustentabilidade.

O evento teve início com uma dinâmica – Abrigo Subterrâneo, aplicada pelo Prof. José Urbano, levando a todos os participantes a uma verdadeira viagem reflexiva sobre nossa realidade acerca das temáticas inclusão/exclusão social. Incluímos os que já estão inclusos? Incluímos os excluídos? Excluímos os inclusos? Ou excluímos os excluídos? Fica ai uma questão na qual cada um deve buscar respostas: Qual é o nosso princípio de inclusão e exclusão perante a realidade?
Em seguida a Professora Maria Cristina, fez uma breve conceituação das práticas multi e interdisciplinares, destacando que multidisciplinar é a equipe que conta com profissionais de diferentes áreas do saber, portanto, não dialogam entre si, a ponto que na interdisciplinaridade existe uma coordenação entre esses profissionais para que suas funções sejam interativas, objetivando a efetivação de seu trabalho em equipe.

Vale a pena ressaltar que estamos partindo para a transdisciplinaridade, o que foi muito bem ressaltado pelo nosso colega de sala Washington Bessa.
Prosseguindo, desenvolveram-se as apresentações e discussões acerca das temáticas (apresentarei uma síntese de três como aperitivo):
Responsabilidade Social – Patrícia Manzolli, Cientista Social
É preciso pensar a sociedade como um todo, pensar de maneira plural, entender a rede social para propor algo eficaz e eficiente àquela localidade, bem como é preciso formar Assistentes Sociais capazes de gerar e propor projetos sociais. Fazer o acompanhamento de todo o projeto de o seu nascimento, desenvolvimento, prática e avaliação final. Portanto, não é somente gerir, mas implantar o programa.

No século XX, foram reconhecidas como legítimas algumas necessidades e demandas sociais, devido às mudanças ocorridas no mundo do trabalho que provocaram e vem provocando alterações no modelo de desenvolvimento econômico.

Alguns aspectos no cenário mundial:
- Queda dos regimes socialistas do Leste Europeu;
- Fim da Guerra Fria;
- Necessidades das empresas buscarem novos mercados;
- Avanço do neoliberalismo.

Observamos que estes aspectos pediram uma mudança Organizacional - as empresas começam a pensar que as questões sociais que abrangem seus colaboradores não são de responsabilidade única do governo, mas que sua atividade influencia não apenas a vida de seus colaboradores, como também os moradores daquela localidade. Esta mudança deu início ao movimento que hoje conhecemos por RESPONSABILIDADE SOCIAL, ou seja, exercer a cidadania saindo do contexto público para o setor privado também.

Impacto marcante para tal mudança: o desemprego provido da desqualificação dos colaboradores, desqualificação que esta diretamente ligada a EDUCAÇÃO.

Hoje, cidadania mantém-se nas pautas do universo político e econômico como uma nova demanda das sociedades modernas.

No Brasil, na década de 90, observamos uma organização sistematizada, o movimento de responsabilidade social, surgiu por meio de movimentos empresariais extremamente associados aos ensinamentos cristãos. A criação do IBASE (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas) surgiu como uma proposta de democratização da informação, graças aos consecutivos esforços do marcante sociólogo brasileiro Herbert José de Souza, Betinho.

“Não basta fazer o bem, é preciso fazer bem feito”, atuar em sociedade é trazer resultados. É necessário propor e verificar sua sustentabilidade e efetividade.

Comportamento organizacional – o capitalismo excludente esta claro para os empresários, dando a eles iniciativa privada buscando um desenvolvimento capaz de articular mercado, cidadania, desenvolvimento econômico e justiça social.

O que isso provoca?
- Altos déficits públicos;
- Revolução informacional (é a falta de educação/informação que provoca este índice de desemprego, ainda trazemos fragmentos de uma escravidão);
- Transformação produtiva;
- Desemprego e desigualdades sociais.

Os setores públicos e privados precisam dialogar. O governo cobrando das empresas e dando abertura aos pequenos empresários. As empresas vêm incorporando de forma progressiva o conceito de Responsabilidade Social.

Novos objetivos empresariais
Mercado X Comunidade
Desejos, capacidade de consumo X Aspectos sociais
“Avaliar aquilo que a sociedade necessita”

Projetos sociais precisam e necessitam de um setor que avalie e pesquise as necessidades da localidade junto a comunidade onde este será inserido, ou seja, coerência com a necessidade da comunidade. Respeito!

A Importância da Avaliação do Programa Social – Rose Mary Pegorim, diretoria APAE –Batatais/SP
Hoje trabalhamos para mudar a questão assistencialista, para a implementação da política do SUAS (Sistema Único de Assistência Social). Para isso, é necessário o exercício do ofício do Assistente Social- atuar como um Interlocutor Social, destacando a importância do diálogo entre esse profissional, os Conselhos e a Comunidade. Desta forma podemos elaborar um plano Municipal de Assistência Social, coerente com a realidade, dialogando com os demais profissionais com a finalidade de realizarmos um trabalho interdisciplinar e não multi. É preciso vestir a camisa, pois a comunidade deseja e financia os novos projetos.

A Sustentabilidade das Indústrias Urbanas Associadas da Regional de Ribeirão Preto, por Jucimeire Lígia Pereira
Conceituando,
Desenvolvimento Sustentável: acréscimo de renda. A comunidade começa a desenvolver a medida que ela fica mais rica.Mas esse aumento de riqueza não significa que esta mesma comunidade fique mais justa.

Sustentável: crescimento que tenha condições de pagar a si mesmo é prudente, permite a participação igualitária da população e deve ser mantida em qualidade de vida as gerações futuras.

Desenvolvimento includente:
- Desenvolvimento é consumo? Sim.
- Mas se for consumo, que mundo virá existir? Aqui aparece o primeiro campo a Assistência Social dentro da Sustentabilidade.

Aspectos a serem investigados pelos Assistentes Sociais:
· A qualidade deste desenvolvimento,
· A verificação dos impactos do mesmo sob a comunidade,
· A dimensão pública da sustentabilidade,
· Elaboração e gestão de políticas públicas,
· Pensar um modelo diferente a longo prazo e sustentável.

É fundamental que este profissional se posicione perante as empresas. Hoje observamos o populismo do Empréstimo com Desconto em Folha de Pagamento, a princípio foi à salvação, e observamos uma série de transtornos que decorrem desta prática. Se ao seu lado for implementando um projeto de trabalho com o profissional e sua família sob a perspectiva econômica, os resultados desta prática serão outros.

Precisamos dar abertura ao novo, e com esta abertura apresenta-se um profissional altamente qualificado para trabalhar estas questões, um profissional até o presente momento, muito desconhecido pelas empresas: o Assistente Social. “É preciso saber o que somos capazes de fazermos”.
Estão com sede de saber? No próximo ano tem mais...rs
Sorrisos 1.000 pra vcs!












































































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