O Serviço Social é política pública, e o Assistente Social seu efetivador!

É uma profissão de caráter sócio-político, crítico e interventivo, que se utiliza de instrumental científico multidisciplinar das Ciências Humanas e Sociais para análise e intervenção nas diversas refrações da “questão social”, isto é, no conjunto de desigualdades que se originam do antagonismo entre a socialização da produção e a apropriação privada dos frutos do trabalho .Inserido nas mais diversas áreas (saúde, habitação, lazer, assistência, justiça, previdência, educação, etc) com papel de planejar, gerenciar, administrar, executar e assessorar políticas, programas e serviços sociais.



O Assistente Social efetiva sua intervenção nas relações entre os homens no cotidiano da vida social, por meio de uma ação global de cunho sócio-educativo ou socializadora e de prestação de serviços.Está capacitado, sob o ponto de vista teórico, político e técnico, a investigar, formular, gerir, executar, avaliar, e monitorar políticas sociais, programas e projetos nas áreas de saúde, educação, assistência e previdência social, empresas, habitação, etc. Realiza consultorias, assessorias, capacitação, treinamento e gerenciamento de recursos; favorece o acesso da população usuária aos direitos sociais; e trabalha em instituições públicas, privadas, em organizações não governamentais e junto aos movimentos populares.



quinta-feira, 21 de maio de 2009

REFLETINDO - II JORNADA DE SERVIÇO SOCIAL

O relato da II Jornada de Serviço Social já está feito abaixo, mas algumas reflexões a respeito do que foi ali discutido são importantes para começarmos a discutir aqui no Blog, com fundamento e por meio de argumento nossas posições. Vejamos algumas delas:

1. DISCIPLINARIDADE: a partir da discussão da interdisciplinaridade percebeu-se, claramente, que a disciplinaridade pode acontecer de forma conjunta por meio da Multi, da Inter e da Transdisciplinaridade. Qual a diferença essencial entre elas, então? Percebemos nos debates que miltidisciplinaridade é fazer junto: a causa é única, mas os objetivos cada disciplina tem o seu. Na Interdisciplinaridade isto avança e alémd e fazer junto, há integração dos conceitos e articulação de uma coordenação,ou seja há uma influência de uma área sobre a outra e causa e objetivos passam a ser únicos. Na Transdisciplinaridade, udo isto vai mais além, ainda, por além de fazer junto e de forma integrada e coordenada, as disciplinas se transpõe, se interagem, se perpassam, se influenciam e vão além, contaminam-se, sem fronteiras com causa e objetivos únicos, coordenador com olhares diferentes.

2. DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS DA PROFISSÃO DE ASSISTENTE SOCIAL: qualificaçao, ser dotado de conhecimentos especializados e atualizados, capacidade de análise para decodificar a realidade social, flexibilidade intelectual no encaminhamento de diferentes situações. Isto implica, necessariamente, em repensar a capacitação de profissionais para torná-la condinzente com as novas dinamicas do trabalho que o profissional realizará e os desafios que se lhe impõe a realidade. O processo de formação precisa ser: dialético, aberto, dinâmico, vivo, possibilitando dotar o futuro profissional de habilidades e competências capazes de dar ao assistente social possibilidades de aprendizagem, apreensão e compreensão da realidade que nos cerca.

3. FORMAÇÃO PROFISSIONAL DO ASSISTENTE SOCIAL: preparação para atuação numa realidade específica, inserida na realidade social, expressa eplo aspecto estrutural e conjuntural e pelo Sistema Educativo como contexto, refletindo o movimento histórico da própria sociedade, tornando-se, assim, proposta de formação conciliada com a realidade e com a atualidade, comprometida com valores democráticos e com um novo ordenamento das relações sociais que privilegie o pleno exercício da cidadania, a conquista efetiva dos direitos (fundamentais :individuais e coletivos, sociais, economicos, políticos e difusos).
A formação deve ter suas particularidades institucionais, mas deve promover diversidade de paradigmas, inteligado helerogeneamente a outras ciencias, ou seja, estudo fragmentado, mas com visão, olhar, articulado das partes estudadas ou em estudo que permitam transpor diferenças e fronteiras obtendo efetivamente comunicação com os sujeitos e umaponte permanente com a realidade social.

4. DIFERENÇA ENTRE PRÁTICA E PRAXIS: Prática = ação+ação - experiencia em fazer. Práxis = ação+reflexão+ação, assegurando uma retroalimentação conceitual e qualitativa do processo - experiência em agir com qualidade (eficiencia, eficácia e efetividade).

5. INTERDISCIPLINARIDADE: a primeira ação interdisciplinar no serviço social e com a Administração, pois é fundamental na prática social o atendimento as funções administrativas de: Planejar, Organização, Direção e Controle. A partir desta ação, cabe ao assistente social não apenas propor mas também gestar as ações decorrentes das propostas que apresenta.
Um desafio trazido pela interdisciplinaridade é que ela é princípio constituinte da diferença, e por isso traz ao profissional o desafio da dificuldade do ser humano, do individuo com o qual atua e de si mesmo em conviver com a diferença, com o diferente, exigindo do profissional um novo saber éico e social e a revisão por parte deste e dos individuos com os quais esteja atuando, das práticas e do caminhar para um amadurecimento profissional e pessoal, respectivamente.
Reconhecer as peculiaridades, construir mutua compreensão e respeito, e por meio destas duas condições superar o conhecimento já existente da realidade social, compreendendo de forma mais consistente a realidade e o objeto estudado, fundamentada na pluralidade de saberes com fecundação reciproca é o caminho possível para se vencer ais desafios.
A ação interdisciplinar é uma forma de agir, uma maneira de intervir e pelo construir transformar espaços e relações, a partir deste processo, ferramenta ou metodologia de relacionamento, com seus avanços e retrocessos, que identifica entraves e resistencias, dialoga com respeito mútuo e abre aos participes o olhar para o novo e para a diferença.

6. SER HUMANO: Produto da história e do estudo, mas ao mesmo tempo, produtor da história e do estudo empreendido, esta é a visão a partir do olhar materialista histórico-dialético, portanto, o caminho seria o estudo do processo em que a realidade vivida pelo indivíduo se subjetiva e como este processo de subjetivação ocorre. O Ser humano não é algo em si mesmo apenas, o é na relação com o outro, na relação social. A condição de ser social é, portanto, inerente ao ser humano e não apenas uma capacidade por ele adquirida.

7. EVOLUIR CONTEMPORÂNEAMENTE: a contemporaneidade nos traz, ainda, como desafio, aceitar, compreender e se incluir na revolução comunicacional e tecnológica e não simplesmente negá-las ou resistir a elas e, também rever conceitos sobre trabalhar e seu objetivo no viver (viver para trabalhar ou trabalhar para viver?) numa nova era que se avizinha onde a informação e a comunicação são as bases, a tecnologia substitui a mão de obra e o tempo livre ao indivíduo tende a resultar carga horária de trabalho menor e consequentemente, carga horária de interatividade humana, lazer, vivencia social maior.

8. AÇÃO DISCIPLINAR MULTI, INTER E TRANS: resulta no conforto e convivencia do isolamento; ousadia e busca do novo, do diferente, do coletivo; ação e vivência coletiva; prática solidária; equilibrio de forças; dialética e reconhecimento das diferenças e leva: ao crescimento pessoal, profissional e intelectual; enriquecimento recíproco; transformação de metodologias e conceitos, e por fim motiva o desenvolvimento da evolução humana.

9. RESPONSABILIDADE SOCIAL: enfrentamento das consequencias residuais da relação capitalista; compromisso e comprometimento da ação capitalista com o homem e com o meio ambiente e caminha a ação capitalista economica para atuar com e a favor da comunidade e nãol contra ela.

10. DESAFIOS DO CMAS E SUA AÇÃO DE CONTROLE SOCIAL: defender as instituições (participação social) e os seus direitos (permanentes e conquistados pela luta) e não conjulgar e atender a conveniencias e necessidades imediatas (pontuais).
As propostas levadas a discussão, notadamente pelas entidades e profissionais de assistencia social ao CMAS tem que ser relacionadas com a realidade e a questão social que enfrentará e corresponder ao que se propõe efetivamente a realizar e não um olhar para a própria instituição proponente ou mero documento teórico sem conexão com a realidade tal qual ela se apresenta.

11. ORIENTAÇÃO SEXUAL: Fundamental trocar a visão do direito das pessoas a diferença em sua orientação sexual, e compreender que homoafetividade (união afetiva) é diferente de homosexualismo (ismo = doença).

12. ADOÇÃO: Mudança de paradigma: não mais uma criança para uma família e sim a busca de uma família para uma criança. O Cadastro único e o intrcâmbio entre comarcas já existente e que tende a se aperfeiçoar a partir deste cadastro deve efetivar este novo paradigma e contribuir para o direito da criança e do adolescente à CONVIVENCIA FAMILIAR E COMUNITÁRIA.

13. O PAPEL DO SERVIÇO SOCIAL ATUAL: acolher para atender, não mais o de mero cumpridor de tarefas no plantão social; articulador da interdisciplinaridade, utilizadno adequadamente os instrumentos, teoria e metodologia do serviço social para entender a questão social macro e do usuário atendido e ser o intelocutor deste junto as Políticas Públicas e a Política de Assistencia Social e a rede de serviços que as operacionalizam. Ser o intelocutor do direito com o usuário. O papel contemporâneo do assistente social não permite o assistencialismo sem causa e a ação científica meramente prática (não reflexiva) sem praxis (ação acompanhada de reflexão.

Juntos somos mais fortes

Olá companheiros e companheiras!

A pedido da colega Josiane estaremos aqui no Blog, dando nossa humilde contribuição a uma discussão que esperamos seja contribuição para nosso crescimento pessoal, intelectual e profissional. Juntos somos sempre mais fortes do que solitariamente, disto não há duvidas.

Abraço a todos(as)

WASHINGTON