O Serviço Social é política pública, e o Assistente Social seu efetivador!

É uma profissão de caráter sócio-político, crítico e interventivo, que se utiliza de instrumental científico multidisciplinar das Ciências Humanas e Sociais para análise e intervenção nas diversas refrações da “questão social”, isto é, no conjunto de desigualdades que se originam do antagonismo entre a socialização da produção e a apropriação privada dos frutos do trabalho .Inserido nas mais diversas áreas (saúde, habitação, lazer, assistência, justiça, previdência, educação, etc) com papel de planejar, gerenciar, administrar, executar e assessorar políticas, programas e serviços sociais.



O Assistente Social efetiva sua intervenção nas relações entre os homens no cotidiano da vida social, por meio de uma ação global de cunho sócio-educativo ou socializadora e de prestação de serviços.Está capacitado, sob o ponto de vista teórico, político e técnico, a investigar, formular, gerir, executar, avaliar, e monitorar políticas sociais, programas e projetos nas áreas de saúde, educação, assistência e previdência social, empresas, habitação, etc. Realiza consultorias, assessorias, capacitação, treinamento e gerenciamento de recursos; favorece o acesso da população usuária aos direitos sociais; e trabalha em instituições públicas, privadas, em organizações não governamentais e junto aos movimentos populares.



segunda-feira, 24 de maio de 2010

Psicologia SOCIAL e Serviço SOCIAL, qual a relação?




O Serviço Social e a Psicologia Social possuem uma relação interdisciplinar, pois dividem seu objeto de estudo com várias áreas do saber, sendo ele, a interação do indivíduo na sociedade. Percebemos, portanto, uma distância considerável entre as duas, porque enquanto a Psicologia destaca o aspecto individual, o Serviço Social se atém à esfera social.

A Psicologia Social com um conceitual mais antigo tem seu desenvolvimento comprometido com os objetivos da sociedade norte-americana do pós-guerra, voltados às fórmulas de ajustamento e adequação de comportamentos individuais ao contexto social, com Kurt Lewin (1890/1947), considerado por muitos o fundador da psicologia social.

Sua metodologia visa organizar e nomear os processos observáveis dos encontros sociais, possuindo pouca noção do SOCIAL, uma vez que lança seu olhar para a interação pessoal:

*Encontros - interação pessoa/pessoa, interação pessoa/grupos sociais, interação grupo/grupo.

*Relações Sociais - influências, conflitos, hierarquias, poder, família (história e cultura).

*Fatores Psicológicos da Vida Social – sistemas motivacionais, status social, liderança, estereótipos, alienação, valores éticos.

* Fatores Sociais da Psicologia Humana – processo de socialização, atitudes, mudanças, motivações, opiniões, ideologia, moral, preconceito, papéis sociais, gênero de vida.

Atualmente desenvolve-se uma Nova Psicologia Social, mais crítica em relação à realidade social e à contribuição da ciência para a transformação da sociedade.

Devemos ter em mente que a PSICOLOGIA SOCIAL pertence a uma área de conhecimento da Psicologia, que procura aprofundar o conhecimento da natureza social do fenômeno psíquico, ou seja, a subjetividade humana – buscando compreender como se dá a construção do mundo interno a partir das relações sociais vividas pelo indivíduo. Nela o mundo objetivo é um fator constitutivo no processo de desenvolvimento da subjetividade.

Sendo assim, o comportamento deixa de ser o objeto de estudo, tornando-se uma das expressões do mundo psíquico, fonte de dados importantes para a compreensão da subjetividade. Com esta nova conceituação da psicologia social o indivíduo é um SER SOCIAL POR NATUREZA, pois aprende a SER nas relações com os outros indivíduos partir do momento em que se apropria da realidade criada pelas gerações anteriores.

Ao considerarmos a questão social em suas múltiplas expressões como objeto de estudo do SERVIÇO SOCIAL, esta corrente da psicologia contribui e muito com a construção do conhecimento teórico- empírico, uma vez que os Assistentes Sociais intervem com os sujeitos sociais nas mais diversas situações do cotidiano.

Abraços,

Josiane Gomes.


quinta-feira, 20 de maio de 2010

Globalização X Cultura = ?




Oriunda das evoluções ocorridas, principalmente nos meios de transportes e comunicações, a globalização surgiu para atender ao capitalismo, mais especificamente os países desenvolvidos, na busca de novos mercados, cujo consumo interno estava saturado.

Esse processo permitiu uma integração em caráter econômico, social, cultural e político entre os diferentes países, encurtando a distância e interligando o mundo.

Respondendo a dinâmica deste processo observamos um novo ciclo, conhecido por muitos como globalização cultural, ou seja, a descoberta por parte das empresas transnacionais de como a produção cultural pode gerar lucro em uma sociedade.

Este novo ciclo super capitalista chegou para comercializar o acesso às experiências culturais pelo ciberespaço. E essa absorção da esfera cultural pela comercial indica uma profunda mudança nas relações humanas.

A atual arquitetura econômica nos revela um novo indivíduo em desenvolvimento – o indivíduo do acesso. Para este, o mundo é muito mais lúdico do que ideológico. Este novo indivíduo sente-se mais a vontade em dirigir negócios, interagir com o outro, e engajar-se em atividades sociais no mundo virtual do que no mundo real. Suas relações sociais são mais intensas, porém não são do tipo face a face.

Neste contexto, uma das preocupações que este ciclo traz é a ausência da experiência socializadora. A socialização dos indivíduos passou igualmente a fazer-se de forma virtual e a distância. A cada dia observamos o aumento significativo de jovens que crescem diante de telas de computadores, educados por uma consciência virtual de que através do acesso tudo é possível, afinal são ambientes simulados.

A socialização fora do ciberespaço é o processo no qual o indivíduo integra-se no ambiente em que nasceu obtendo seus hábitos e valores característicos. Ela é transmissora da cultura, e essa transmissão se dá através da educação, que dentro deste contexto entendo como qualquer forma de aprendizado passado de um indivíduo a outro. Por ela o indivíduo pode desenvolver sua personalidade e ser admitido na sociedade.

Mediante a isso questiono sedenta por respostas: Será que os valores clássicos e tradicionais de uma sociedade deixarão de ter sua importância e a relevância? Será que a socialização dos indivíduos passará a ser feita de forma quase autodidata, e por recursos que têm como objetivo passar mensagem e valores das culturas dominantes e daquelas que podem influenciar a formação da conduta dos indivíduos? Será que estamos prestes a viver realidade muito mais virtual?

Abraços,

Josiane Gomes.