O Serviço Social é política pública, e o Assistente Social seu efetivador!

É uma profissão de caráter sócio-político, crítico e interventivo, que se utiliza de instrumental científico multidisciplinar das Ciências Humanas e Sociais para análise e intervenção nas diversas refrações da “questão social”, isto é, no conjunto de desigualdades que se originam do antagonismo entre a socialização da produção e a apropriação privada dos frutos do trabalho .Inserido nas mais diversas áreas (saúde, habitação, lazer, assistência, justiça, previdência, educação, etc) com papel de planejar, gerenciar, administrar, executar e assessorar políticas, programas e serviços sociais.



O Assistente Social efetiva sua intervenção nas relações entre os homens no cotidiano da vida social, por meio de uma ação global de cunho sócio-educativo ou socializadora e de prestação de serviços.Está capacitado, sob o ponto de vista teórico, político e técnico, a investigar, formular, gerir, executar, avaliar, e monitorar políticas sociais, programas e projetos nas áreas de saúde, educação, assistência e previdência social, empresas, habitação, etc. Realiza consultorias, assessorias, capacitação, treinamento e gerenciamento de recursos; favorece o acesso da população usuária aos direitos sociais; e trabalha em instituições públicas, privadas, em organizações não governamentais e junto aos movimentos populares.



quinta-feira, 20 de maio de 2010

Globalização X Cultura = ?




Oriunda das evoluções ocorridas, principalmente nos meios de transportes e comunicações, a globalização surgiu para atender ao capitalismo, mais especificamente os países desenvolvidos, na busca de novos mercados, cujo consumo interno estava saturado.

Esse processo permitiu uma integração em caráter econômico, social, cultural e político entre os diferentes países, encurtando a distância e interligando o mundo.

Respondendo a dinâmica deste processo observamos um novo ciclo, conhecido por muitos como globalização cultural, ou seja, a descoberta por parte das empresas transnacionais de como a produção cultural pode gerar lucro em uma sociedade.

Este novo ciclo super capitalista chegou para comercializar o acesso às experiências culturais pelo ciberespaço. E essa absorção da esfera cultural pela comercial indica uma profunda mudança nas relações humanas.

A atual arquitetura econômica nos revela um novo indivíduo em desenvolvimento – o indivíduo do acesso. Para este, o mundo é muito mais lúdico do que ideológico. Este novo indivíduo sente-se mais a vontade em dirigir negócios, interagir com o outro, e engajar-se em atividades sociais no mundo virtual do que no mundo real. Suas relações sociais são mais intensas, porém não são do tipo face a face.

Neste contexto, uma das preocupações que este ciclo traz é a ausência da experiência socializadora. A socialização dos indivíduos passou igualmente a fazer-se de forma virtual e a distância. A cada dia observamos o aumento significativo de jovens que crescem diante de telas de computadores, educados por uma consciência virtual de que através do acesso tudo é possível, afinal são ambientes simulados.

A socialização fora do ciberespaço é o processo no qual o indivíduo integra-se no ambiente em que nasceu obtendo seus hábitos e valores característicos. Ela é transmissora da cultura, e essa transmissão se dá através da educação, que dentro deste contexto entendo como qualquer forma de aprendizado passado de um indivíduo a outro. Por ela o indivíduo pode desenvolver sua personalidade e ser admitido na sociedade.

Mediante a isso questiono sedenta por respostas: Será que os valores clássicos e tradicionais de uma sociedade deixarão de ter sua importância e a relevância? Será que a socialização dos indivíduos passará a ser feita de forma quase autodidata, e por recursos que têm como objetivo passar mensagem e valores das culturas dominantes e daquelas que podem influenciar a formação da conduta dos indivíduos? Será que estamos prestes a viver realidade muito mais virtual?

Abraços,

Josiane Gomes.