O Serviço Social é política pública, e o Assistente Social seu efetivador!

É uma profissão de caráter sócio-político, crítico e interventivo, que se utiliza de instrumental científico multidisciplinar das Ciências Humanas e Sociais para análise e intervenção nas diversas refrações da “questão social”, isto é, no conjunto de desigualdades que se originam do antagonismo entre a socialização da produção e a apropriação privada dos frutos do trabalho .Inserido nas mais diversas áreas (saúde, habitação, lazer, assistência, justiça, previdência, educação, etc) com papel de planejar, gerenciar, administrar, executar e assessorar políticas, programas e serviços sociais.



O Assistente Social efetiva sua intervenção nas relações entre os homens no cotidiano da vida social, por meio de uma ação global de cunho sócio-educativo ou socializadora e de prestação de serviços.Está capacitado, sob o ponto de vista teórico, político e técnico, a investigar, formular, gerir, executar, avaliar, e monitorar políticas sociais, programas e projetos nas áreas de saúde, educação, assistência e previdência social, empresas, habitação, etc. Realiza consultorias, assessorias, capacitação, treinamento e gerenciamento de recursos; favorece o acesso da população usuária aos direitos sociais; e trabalha em instituições públicas, privadas, em organizações não governamentais e junto aos movimentos populares.



terça-feira, 13 de novembro de 2012

O caminho em direção à igualdade!


Irmãs Gêmeas


RESUMO

O caminho em direção à igualdade




A história da humanidade tem sido a história da dominação que uns impõem aos outros.
Ao lado das imensas conquistas do homem contemporâneo, as desigualdades entre ricos e pobres têm aumentado de forma assustadora. Alguns de nossos problemas fundamentais que ajudam a perpetuar as desigualdades entre nós são: o preconceito contra o negro e o mestiço – ligados diretamente ao passado, no qual os africanos eram considerados seres inferiores.

Com o fim da escravidão, elites brasileiras buscaram eliminar nossos laços com as culturas africanas e os sinais da presença dos afro-descendentes entre nós com o branqueamento da população, o que não ocorreu. A miscigenação tornou a elite mais morena, e a maioria dos negros e mestiços foi mantida nos segmentos mais desfavorecidos da população pela precariedade das oportunidades oferecidas para sua educação e aprimoramento profissional, como também pela preferência de pessoas de pele mais clara para ocupar os melhores cargos no mercado de trabalho.

A partir dos anos 1960 as mudanças na maneira de ver o mundo, as sociedades e as pessoas, que não eram mais hierarquizadas a partir de suas características biológicas, fortaleceram um movimento de afirmação da negritude e de valorização das coisas africanas, da qual participaram países que no passado estiveram envolvidos com a escravidão e o tráfico de escravos – razão do transporte de mais de 10 milhões de pessoas da África para as Américas.

Os afro-brasileiros passaram, pouco a pouco, a valorizar os seus traços distintivos, suas culturas ancestrais, sua contribuição à formação da sociedade brasileira, mudando sua posição de uma vontade de se tornar igual ao branco para uma valorização de suas tradições, estéticas, sensibilidades e aparências. O sentimento de inferioridade criado pela situação anterior deu lugar ao orgulho de ser negro, um dos pilares da construção de um novo lugar do afro-brasileiro no conjunto da sociedade. Isso, porém não é suficiente. Preconceitos profundamente arraigados não são derrubados só com doses de boa vontade - são fundamentais as alterações na legislação que ordena a sociedade e as relações entre os homens.

Em 1990 as discussões relativas à reserva de vagas nas empresas e universidades para afro-descendentes começaram a virar realidade na forma de leis.As ações afirmativas (reservas de vagas nas empresas e universidade) têm vários problemas sendo um dos principais o estabelecimento de critérios de quem estará apto a pleiteá-los numa sociedade basicamente mestiça. Esses estudantes não conseguem competir em pé de igualdade pelas vagas nas universidades públicas com aqueles formandos em escolas particulares e as garantias de acesso a posições às quais os afro-descendentes estiveram sistematicamente excluídos é um começo na conquista de condições mais igualitárias para o desenvolvimento de todas as pessoas, independentemente das origens étnicas ou sociais.

Ao mudarmos a maneira como nos aproximamos e percebemos tais temas teremos mais orgulho do que somos: um povo mestiço, no qual a convivência dos diferentes criou a originalidade que nos caracteriza.

Abraço fraterno,

Josiane G.

SOUZA, Marina de Mello e. “O fim da escravidão e do contato com a África”. In: África e Brasil africano. 2ed. São Paulo: Ática, 2007, p. 140-145.

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