O Serviço Social é política pública, e o Assistente Social seu efetivador!

É uma profissão de caráter sócio-político, crítico e interventivo, que se utiliza de instrumental científico multidisciplinar das Ciências Humanas e Sociais para análise e intervenção nas diversas refrações da “questão social”, isto é, no conjunto de desigualdades que se originam do antagonismo entre a socialização da produção e a apropriação privada dos frutos do trabalho .Inserido nas mais diversas áreas (saúde, habitação, lazer, assistência, justiça, previdência, educação, etc) com papel de planejar, gerenciar, administrar, executar e assessorar políticas, programas e serviços sociais.



O Assistente Social efetiva sua intervenção nas relações entre os homens no cotidiano da vida social, por meio de uma ação global de cunho sócio-educativo ou socializadora e de prestação de serviços.Está capacitado, sob o ponto de vista teórico, político e técnico, a investigar, formular, gerir, executar, avaliar, e monitorar políticas sociais, programas e projetos nas áreas de saúde, educação, assistência e previdência social, empresas, habitação, etc. Realiza consultorias, assessorias, capacitação, treinamento e gerenciamento de recursos; favorece o acesso da população usuária aos direitos sociais; e trabalha em instituições públicas, privadas, em organizações não governamentais e junto aos movimentos populares.



quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

"UMA VIDA SOROPOSITIVA"


Na noite de ontem 18/12/2012 - na livraria Paraler Megastore – em Ribeirão Preto – ocorreu o lançamento do livro “Uma vida soropositiva”, de Rafael Bolacha. Trata-se de um livro de fácil compreensão e de um tema extremamente polêmico parte de um complexo processo de aceitação social e interpessoal: SER SOROPOSITIVO, e nasceu do blog: http://www.umavidapositiva.com.br/ no qual vale a pena ser lido.

Como agentes transformadores da realidade social na qual os indivíduos estão inseridos é de suma importância buscarmos conhecimento através do estudo científico, bem como através de relatos de experiência de pessoas que vivenciam ou vivenciaram situações como esta. Isso amplia o nosso olhar e exercitamos um sentimento chamado empatia, que segundo o dicionário Primeram significa: forma de identificação intelectual ou afetiva de um sujeito com uma pessoa, uma ideia ou uma coisa.


Uma Vida Positiva
Em dezembro de 2012 completam-se três anos que Rafael Lopes, 28, descobriu que era soropositivo. Paulista de Ribeirão Preto, ele havia chegado ao Rio de Janeiro um ano antes, após passar uma temporada na capital paulista, para investir na carreira de ator. Mas o resultado daqueles exames acabou mudando por um tempo os planos do rapaz.

Um mês depois de receber a notícia, e ainda aprendendo a conviver com a nova realidade, ele decidiu criar um blog onde pudesse compartilhar os anseios, a rotina e as expectativas de um jovem portador do vírus HIV. Algumas centenas de posts depois, o blog Uma Vida Positiva, escrito com o pseudônimo Luan F., acaba de virar livro, e será lançado pela Editora Cidade Viva no dia 30 de novembro, véspera do Dia Mundial de Combate à Aids. Neste novo formato, ele assume a identidade: assina como Rafael Bolacha, apelido de infância.

Segundo o autor, a repercussão do blog entre leitores soropositivos e os familiares de pessoas com Aids foi o que deu força para ele seguir adiante expondo sensações e experiências tão particulares. “Percebi que os leitores do blog se identificavam com as situações e se sentiam confortados. Me emocionei especialmente com o comentário de uma moça, filha de uma soropositiva, que me agradeceu e disse entender melhor o que a mãe devia sentir”, conta Rafael.

Prestes a se graduar em Produção Cultural, Rafael tem planos para adaptar o blog em outras plataformas. O projeto inicial seria transformá-lo em peça de teatro. Essa foi a base da monografia defendida por ele e cuja orientadora, Francis Miszputen, viria a ser a diretora de projetos da Editora Cidade Viva. Surgia aí a ideia do livro, que será o primeiro projeto a virar realidade, embora a peça também já tenha sido enquadrada na Lei Rouanet. Os outros projetos para adaptação do blog são: um espetáculo de dança – Rafael é também dançarino, um documentário e um filme de ficção.   

“Uma Vida Positiva" também está disponível para vendas no site: http://www.editoracidadeviva.com.br , no valor R$34,90.

Eu não presenciei o lançamento do livro, mas tive a oportunidade de dialogar um pouco com o Rafael online, e ele já demonstrou que é um dos nossos, pois ESTÁ AQUI Para FAZER A DIFERENÇA!!!

O livro contém 134 páginas...uma ótima leitura para as férias.

Abraço fraterno,

Josiane G.





quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

ATIVIDADE INTERDISCIPLINAR - EDUCAÇÃO E SERVIÇO SOCIAL

"EDUCAÇÃO: uma construção em equipe"

Trabalho ilustrativo e informativo, cujo objetivo é estimular e orientar a busca por novas técnicas e métodos que auxiliem a elaboração de um Plano Interdisciplinar na área educacional proporcionando assim um ambiente mais justo e humanístico para o aprendizado dos alunos.



Público alvo: Pedagogos, Assistentes Sociais, Psicólogos, Psiquiatras, Conselheiros Tutelares, Estudantes e Pais.



Desenvolvido por alunas do Curso de Serviço Social, Coordenação Pedagógica, Profª Me. Ariana S. Rossi Martins e Equipe Mídia Digital da Universidade UniSEb Interativo -- Pólo Ribeirão Preto.


Caso 1: Um bom exemplo


Ø     Criança de seis anos, muito agitada na escola, começa a dar problemas na sala de aula junto dos colegas. O pedagogo percebe tal comportamento e encaminha o caso para a Coordenação Pedagógica. Em equipe interdisciplinar (Pedagogo, Psicólogo e Assistente Social), discutem o caso e primeiramente chamam a família para conversar. Obtendo o consentimento da família, a criança foi avaliada por um psiquiatra e diagnosticada com imperatividade. Passou então a ser acompanhada pelo Psiquiatra e o Psicólogo da equipe.
Ø  Como forma de apoiar, o Psicólogo fez uma reunião com os pais, o Pedagogo e o Assistente Social sobre o que é imperatividade, os orientando como lidar com esta criança. Cria-se neste momento um Plano de trabalho.
Ø  Na rotina escolar e familiar todos tentam por em prática o Plano de trabalho:
- Pais;
- Pedagogo;
- Psicólogo;
- Assistente Social.
Ø  A Coordenação Pedagógica da escola esclarece sobre o assunto a todos os seus colaboradores evitando assim que a criança se sinta constrangida mediante a necessidade de tratamento.



Caso 2: Com complicador


Ø  Criança de seis anos muito agitada-agressiva na escola, começa a dar problemas na sala de aula  junto dos colegas. O pedagogo NÃO percebe. Acha que a criança não tem educação porque a mãe é alcoólatra e o pai é ausente porque está preso.
Ø  A avó percebendo o baixo desempenho escolar da criança resolve conversar com a Coordenação Pedagógica. A Coordenadora chama a Pedagoga, a qual dá o depoimento preconceituoso sobre a criança. A Coordenadora. Pedagógica concorda com a Pedagoga, mas diante da avó acaba resolvendo fazer uma reunião com a Assistente Social e a Psicóloga. As profissionais convencem a Coordenadora que há necessidade de encaminhamento para psiquiatra a fim de ser avaliada.
Ø  A mãe é chamada para uma reunião ( e não a avó, pois está não possui a Guarda), onde é explicada a situação da criança na escola e a necessidade de uma avaliação médica. A mãe não aceita e diz que “seu filho não é louco” e vai embora.
Ø  A Assistente Social encaminha ao Conselho Tutelar relatando o caso e enfatizando sobre a necessidade de avaliação médica.
Ø  A mãe é chamada pelo Conselho Tutelar e acaba cedendo a guarda para a avó e aceita p tratamento.
Ø  A criança então passa pelo Psiquiatra e não é diagnosticado imperatividade.
Ø  Como forma de apoiar, o Psicólogo faz uma reunião com a Avó, o Pedagogo e a Assistente Social os orientando como lidar com esta criança. Cria-se neste momento um Plano de trabalho.
Ø  Na rotina escolar e familiar todos tentam por em prática o Plano de trabalho:
- Pais;
- Pedagogo;
- Psicólogo;
                       - Assistente Social.


Para os interessados no assunto, aqui no blog temos uma matéria que trata apenas do tema TRABALHO INTERDISCIPLINAR. E quem achar este material interessante pode utilizá-lo em reuniões interdisciplinares.


Abraço fraterno,

Josiane G.